O Avanço Global das CBDCs: 137 Países em Busca da Moeda Digital Soberana
A corrida global pela emissão de Moedas Digitais de Bancos Centrais (CBDCs) atingiu um ponto de inflexão. De acordo com o rastreador do Atlantic Council, impressionantes 137 países e uniões monetárias, que juntos respondem por 98% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial, estão atualmente explorando ou desenvolvendo suas próprias versões de moeda digital soberana. Este número representa um salto exponencial em relação aos 35 países envolvidos em maio de 2020, sinalizando uma transformação estrutural iminente no sistema financeiro global.
Exemplos Concretos e Estágios de Implementação
O interesse não se limita apenas a estudos teóricos. O progresso é palpável, com 72 países já em estágios avançados de desenvolvimento, seja em fase de piloto, prova de conceito ou lançamento. Quatro CBDCs de varejo, destinadas ao uso do público geral, já estão em plena operação, como o Sand Dollar nas Bahamas. A China, com seu e-CNY, lidera o maior projeto-piloto do mundo, com milhões de usuários e bilhões em transações, demonstrando a viabilidade e o potencial de escala dessas novas formas de dinheiro.
O Real Digital (Drex) e a Tokenização da Economia
No Brasil, o Banco Central avança com o Drex, a CBDC brasileira, que se distingue por seu foco na tokenização de ativos e na criação de um ambiente de finanças programáveis. O projeto-piloto do Drex utiliza a tecnologia de Distributed Ledger Technology (DLT) para testar a infraestrutura de liquidação de transações financeiras, como a compra e venda de títulos públicos federais tokenizados. A expectativa é que o Drex não apenas modernize o sistema de pagamentos, mas também sirva como um trilho seguro para a inovação no mercado financeiro, permitindo a criação de novos produtos e serviços de forma regulamentada e eficiente.