Captura de Nicolás Maduro pelos EUA Acelera Crise de Sucessão na Venezuela
A notícia da captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, por forças de segurança dos Estados Unidos, na manhã deste sábado, chocou a comunidade internacional e mergulhou a Venezuela em uma crise de sucessão imediata. A ação, que se desenrolou em circunstâncias ainda não totalmente esclarecidas, levou a vice-presidente a assumir o comando do país interinamente, enquanto o alto escalão do governo tenta manter a coesão em meio ao vácuo de poder. A tensão geopolítica na América do Sul se eleva, com repercussões esperadas nos mercados e nas relações diplomáticas.
O Vácuo de Poder e a Reação Internacional
A Suprema Corte da Venezuela (TSJ) foi convocada para uma sessão de emergência, mas a decisão sobre o futuro político do país permanece incerta. Enquanto a vice-presidente assume o cargo, a oposição, que havia conquistado uma vitória simbólica nas eleições de 2024 com Edmundo González, foi ignorada no processo de transição imediata pelos Estados Unidos, que focaram na neutralização do núcleo de poder chavista. A comunidade internacional se divide entre o apoio à ação americana e a condenação de uma intervenção unilateral que pode desestabilizar ainda mais a região.
O Legado da Crise Econômica e o Futuro Imediato
A instabilidade política ocorre sobre o pano de fundo de uma crise econômica devastadora. Sob a gestão de Maduro, o Produto Interno Bruto (PIB) per capita da Venezuela desabou de US$ 12.607 em 2012 para cerca de US$ 1.506 em 2020, uma queda de quase 90%, segundo dados do Banco Mundial. A indústria petrolífera, apesar de possuir as maiores reservas do mundo, está em frangalhos. O colapso do regime de Maduro pode significar uma abertura para a reconstrução econômica, mas o processo será longo e complexo, exigindo um plano de estabilização robusto e o apoio de instituições financeiras internacionais.
Analistas preveem que a incerteza pode impactar o mercado brasileiro, especialmente em relação à dívida venezuelana de cerca de US$ 2,5 bilhões com o Brasil. O cenário agora se concentra na capacidade da vice-presidente de manter o controle e na pressão internacional para a convocação de novas eleições transparentes e democráticas, um passo crucial para a normalização da Venezuela.